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Vislumbre

Em momentos de pequenos vislumbres, sonhos sem firmamentos vêm à minha vida; um acorde é o início do que já desisti, sempre a mesma melodia, o mesmo tom, o mesmo compositor. Meus sonhos solitários são lembranças do que destruí, o meu futuro é o vestígio do que sonhei, são castelos que só se firmam na solidão, é o mar de oportunidades em que você foi apenas um destino em vão... Ricardo Maia  Russiann_poet

Vazio...

Toda vez que tento escrever, o vazio me consome, a dor que alimenta a minha escrita não existe mais, a escuridão preenche toda ferida, já não respiro os textos de amor em dor que criam a minha poesia escrita, o mundo real que se faz à minha frente é o sopro cruel em meus sonhos erigidos em areia à beira do mar. Ricardo Maia  Russiann Poet 

Declínio

Em declínio, um sorriso que nunca existiu; vejo, em neblina, todo amor erigido em rios ilusórios que deságuam em mar de realidade. O mundo real se torna inevitável. A ilusão criada em perfeição de meus mundos mostrou uma linha celestial para buscar numa realidade perversa das ruas em que vivo, esquinas onde o amor é heresia. O que será de minha poesia? Ricardo Maia  Russiann Poet 

Estrangeiro

Sinto-me um estrangeiro, envio cartas sem destino à cidade em que não posso voltar, tranquei-a em nome da lucidez, vivo o mundo real como imigrante em terra hostil. Luto contra mim mesmo para não ultrapassar o limiar da razão, o Orée da floresta que me leva a você... O lugar em que não posso viver... Ricardo Maia  Russiann_poet

Lince negro

Um lince negro, que caça com vigor, vem me consolar. A noite fria, que aquece o meu coração, é o último recurso para me fazer caminhar. A minha visão é turva, nuvens cobrem o meu sonhar, no limiar da felicidade não há mais clareza, a poesia já não é mais a mesma. Jamais imaginaria que acordar de meus mundos seria tão cruel. Cruel comigo Cruel com a poesia Cruel com o lúdico a inventar Sozinho, escrevi coisas que guardei para ti; sem a tua presença vivi, caminhei até aqui. Se me encontrares por aí, ou ouvires o meu nome por lá, saiba que, por ti, lutei e venci... Ricardo Maia  Russiann Poet 

Prescrita

Tornou-se dor, aquilo que era a solução; jamais imaginei que o seu nome ficaria cravado em meu peito, nome que reluz e afasta o mal. Jamais imaginei ter medo do que há de vir, algo que possa jogar o seu nome num abismo profundo e longe de mim. A falta que o seu escudo de indiferença faz é o laço que me une ao vazio: vazio em filosofia, vazio em amor, vazio em vida sonhada, prescrita em destino que não tenho em mãos. Ricardo Maia  Russiann Poet 

Caos

Muitos dizem que o conhecimento liberta; às vezes, prende-nos no caos... Isso não é uma crônica, um poema ou uma carta, apenas um desabafo perdido em meio ao mundo de conexões e acasos. Perdoe-me por trazê-la ao meu caos. Mais uma vez, eu peço a Deus que a tire de meu coração, que retraia a minha imaginação, pois isso não é dom, é maldição! A cada assoprar do vento, o meu caos transforma tudo num escape para a dor. Vivo em mundos onde o amor vive em sua dualidade fria, às vezes, sombria. Não posso permitir que isso tudo a torture, que meu caos a abrace de forma rude. O meu amor é a máscara da dor, vivo em solidão como se fosse a mão à asfixia, você é o ar que traz vida, luz que apaga a noite sombria. Você foi o delírio duma alma que vaga e ninguém vê, Eu sou o vulto que escreve para ninguém ler... Ricardo Maia  Russiann Poet 

O teatro dos poetas/ um novo diálogo/ 1°ATO/CENA 1

Perguntei à Poesia como faço para lhe esquecer! Ela, de forma clara, respondeu-me que... — "Como você pode esquecer quem traz vida para mim? Como esquecer aquela que me fez renascer do fundo do mar de dores a qual você me lançou? Esquecê-la é a morte para mim, para você, pois escreve para não morrer; escreve para matar o que lhe sufoca, não existimos sem ela, aquela nobre donzela que foi desenhada pelos deuses!" Então, num estado de confusão, com a voz embargada pelas lágrimas, eu sussurro à Poesia: — "Como amá-la sem a ter ao meu lado?" A Poesia, enfurecida, respondeu: — "Lance-se na dor, forjado pela vida, você foi; lute em silêncio pelo amor daquela que nos dá a vida. Se ela não vier, lute pelas ruínas da dor, você foi feito para isso! Escreva, nunca deixe de escrever". Olhando para os céus, só me resta pedir forças para Deus... Ricardo Maia Russiann_poet

Escrevo

Escrevo! Ninguém lê, não se importam de procurar o porquê dos textos de amor. Escrevo o que meu espírito grita, escrevo para ninguém ler, escrevo com sangue para você... Escrevo na esperança de se importar, ao menos, se ler, sorrir com feições bobas ao entender o amor que sai de mim. Escrevo para saber quem você é ao sorrir. Não sei seus traumas, seus medos, o tom de sua voz. Traduzo o seu nome em escritos de amor, detalho seu corpo em palavras. Você é poesia que não se cala, Andrômeda galáxia, universo com um trilhão de estrelas que brilham ao mesmo tempo, isso é a maravilha que entendo! Amarei sem tempo, em meio ao vento, criarei arte ao relento... Ricardo Maia  Russiann Poet 

Respingos sagrados

Em meus pensamentos mais profundos, eu não consigo imaginar um ato de sexo de nós dois. Pureza vinda dum ser pecador? Acho que não, mas... isto é algo que só consigo definir em poesia... Tentarei explicar; No encontrar de almas predestinadas à vida, a visão se turva ao calar dos olhos que entoam canções ao primorde amor. No encontrar de nossos corpos, ao calar dos olhos, nós nos tornaremos um, ao momento em que eu fizer a travessia ao profundo de seu corpo Com a calma e força do homem ao olhar o seu maior desejo. Quando meu corpo atravessar o seu e penetrar profundamente a sua alma, você será o meu domínio na arte poética do prazer, entoarei poesias ao beijar os lábios de seu ventre num pré-ludio ao amor, nadando em seu rio, molhar-me-ei no interior de seus mistérios. Contarei e beijarei os respingos sagrados pintados por Deus em face de seus seios, sentirei o seu respirar ofegante ao céu chegar, e a nossa geração em vida criar... Ricardo Maia  Russiann Poet 

O pincel

Se eu tivesse um pincel mágico, eu mudaria a cor do sol; eu o pintaria de preto para combinar com a cor de tua alva pele. Transformaria, mudaria o azul do mar por um verde esmeraldas, para contrastar com o castanho de teu olhar. Nas gaivotas do céu, criaria respingos de amor,  uma alusão aos pontos divinos colocados por Deus acima de teus seios. O pincel, o qual deu vida à minha imaginação, jogaria contra o vento; isso iria, de preto, o colorir, e ao soprar, teus cabelos, ele, imitar. De branco, o meu quarto todo seria, para que eu pudesse dormir dentro de ti, a deusa do reino do Norte, todos os dias. Se eu pudesse mudar algo em mim, pintaria as minhas cicatrizes internas que surgiram das batalhas por aquela que vou lutar até o fim... Ricardo Maia  Russiann Poet 

Por você

E se eu lutar por você? Se eu não desistir desse amor? Amor que acredito, sem que você imagine algo em mim? Posso caminhar em meio às guerras que busquei por amor, batalhas de sangue e dor, sangue que transformo em lúdico, em escrita, mas um sangue que escorre de minhas mãos, calejadas por socos nas lutas da vida, uma luta por um futuro em que haja você! Sabe o futuro? Lá terá paz, diálogo, amor e proteção. Terá prazer em nossa imensidão. Você é mar que eu quero adentrar, nadar, e o prazer encontrar. Nas curvas do seu corpo andar, escrever o texto da vida, e em seu ventre plantar o fruto divino  com suas feições, risos e emoções. Com seus cabelos longos, quero ajudá-la a cavalgar por mundos que jamais imaginou, mundos que me preparo para lhe apresentar quando estiver dentro de seu mar... Ricardo Maia  Russiann Poet 

Menti...

Menti, tenho que pedir perdão! Menti para mim, menti para você! Sou perverso pecador? Acho que não... Sou apenas um homem que amou alguém que não se importa, alguém que não conhece ou viu, e que, por se sentir envergonhado, mentiu... Jamais criei mundos para lhe amar, eu apenas amei neste mundo! Sou culpado? Em defesa de mim, digo que apenas me defendi da vergonha de amar assim. Não posso desabafar, pois serei envergonhado, tido como fraco. Eu fui, fui fraco perante este amor roupante que me avassala e quebra a minh'alma! A arte, em sua dualidade, fez-me renascer; Nietzsche diz que a verdade pode vir do ruim, do não belo! E assim Deus fez, fez-me renascer do fato omisso da verdade: que eu a amei em vida real, que fiz um plano de vida, revirei o mundo por você. E, sim, se você não aparecer, a minha alma caminhará dilacerada pela realidade, mas sou homem forjado na guerra das ruas, sobreviverei sem você! Perdoe-me por ser um mentiroso... Ricardo Maia, apenas... Russiann Poet não escr...

Uma despedida

Tudo bem, você é a mulher mais linda do mundo para mim, fico embabacado com a sua beleza, quantos não ficam? Acho que até os anjos! Só que há em você coisas que eu nunca vi em ninguém, particulas de particularidades únicas, a cada minuto em que conversei com você, eu descobria um universo único, mágico, sim, você é o Orée, o limite entre o comum e o extraordinário! Entrar em sua vida é o início da felicidade, pois descobri por você que a felicidade é o limiar entre o lúdico e o pragmático! Você é sonhar em realidade, só de você existir, já mudou a minha vida, você abriu um mundo em minha mente, eu tentei dar uma de Deus onde criei universo para você me amar, mas foi você que criou! Você me fez criar um plano de vida! Algo que já tinha perdido! Se terei você ao meu lado? Não sei! Vai que o destino armou algo? Mas se o acaso não deixar, você já será a mulher que mudou a minha vida! Você estará guardada em minha alma, ninguém saberá que eu a amei e criei mundos lúdicos e um real a qual es...

Inevitável

O silêncio diz coisas à alma que vaga sobre a relva. O destino chora, enquanto o acaso distorce o amor; sinais de que nossas vidas estão entrelaçadas em espírito. O amanhecer escuro traz lucidez, o lumiar traz novas esperanças que me destinam a ti. Se o acaso diz que não, a guerra é inevitável! Batalhas perdidas não são o fim... O destino a trará para mim. Russiann Poet Ricardo Maia   

Orée

Percorri a literatura para lhe definir, reli obras de poetas atemporais para entender, mas a minha jornada foi em vão. Em sonhos, percorri mundos para decifrar códigos e fatores que me ligam a você. Na batalha da vida, descobri que: você é fonte de vida à minha imaginação, força longínqua não presente que, de tão forte, ilumina o meu caminho. Como um cervo da floresta negra, protege-me da vida real, amando-me em meus mundos, guiando-me na vida real em meio a caminhos obscuros... Você é o limite entre o lúdico e o pragmático, que traz-me lucidez. O destino, em noite de neblina, buscou dos antigos e sussurrou com a delicadeza de uma flor que, para mim, o seu nome é “Orée”. Do francês antigo: o Lumiar, a borda, o começo da floresta; da realidade: o início do sonho que se torna real. Ricardo Maia  Russiann poet

Em minhas ruínas

A escuridão de meu amanhecer é o pós-lúdio da arte em mundos fragmentados em sua perfeição. Num caminhar, deparei-me com você. A sua silhueta detalhava o lúdico de sua geometria perfeita, o corset que criou em arte era a indicação do divino! É, meu amor, hoje, eu sonhei com você... Isso não é um poema, muito menos algo em arte, isto é uma carta de amor!  Quero apenas dizer que, mesmo sem a conhecer, você mudou a minha vida, trouxe forças! Se você ler isto, não se assuste, pois, se eu nunca a abraçar, você já será a mulher de minha vida, pois você me deu forças para continuar! Fez-me sonhar com algo que eu tivera desisto, quero dizer que se não nos abraçarmos, eu estarei torcendo por você, oro a Deus para que cuide de você, pois eu não sei onde está, não sei se vou a encontrar! Nunca se esqueça que o meu futuro é por você, pelo simples fato de se, por um milagre, você aparecer. Eu a amei em meus sonhos, continuarei amando em minhas ruínas para construir o nosso castelo... Beijos do ...

Castelos e ruínas

Se eu nunca sentir, em minha alma, o ar que sai de sua boca de forma lúdica ao divino... Se não puder ver o amor transitar no ar de nossa intensa respiração no momento em que nossos corpos se encadearem ao ciclo da vida... A dor se entrelaçará à minha alma num jogo desconexo da vida; construirei meu castelo, dominarei reinos em meio às rachaduras da alma, em ruínas dos reinos que ergui para nós em meus mundos onde... perdi batalhas por você. Russiann Poet  Ricardo Maia 

Amor e ruína

Se eu não a amasse, o que seria de minha poesia? Escrevo em maldição, criando universos que nunca vivi, ergo muros de castelos no reino das ilusões! A parte de mim que a ama é inocente perante à realidade, mas, se não fosse assim, o que seria de minha poesia? Escrevo o amor inventado em dor para ocultar os pecados que cometi perante aos homens, um amor que nunca soube viver, por ser, em maldade, habitado. Castigado, eu fui! Castigado por criar mundos em que você me amava, mundos em que eu a adorava; já estavam feitos os votos de nosso casamento em contos de fadas. Condenado pelo destino, sou prisioneiro de minha própria história! Viverei a amar sozinho alguém que não se importa. Eu a amei em vão. Construirei nosso castelo para viver a dor,  viverei na eternidade dos dias em que não haverá poesia... Este é o último texto de amor, melhor dizendo... Texto de dor. Ricardo Maia 

Da sintaxe à poesia

Como diz a música: "Tu és a mulher que sempre sonhei" Por que não posso sonhar um pouco? Imaginar que ficarei ao lado daquela que é perfeita e feita com vírgulas e pontos! Gramática perfeita, da sintaxe à poesia, tu és bela mais do que deveria! Encantaste este com vestes frias de escrita maldita, escrita versada por sangue e, de Nietzsche, filosofia! Por que não posso sonhar? Deixe-me amá-la à beira-mar, em seu corpo entrar, duas almas num só corpo em mar. Russiann Poet Ricardo Maia 

Eu sei que procuras

Escrevo textos, deixo-os arquivados; o que escrevo já não consegue descrever o que sinto por ti. No fone, músicas eslavas e suas melodias que destroem a alma. Decifrar o que o meu coração diz, o que a alma grita e o espírito escreve com sangue, àquela que foi desenhada com tinta carmim, é jornada que a minha alma fará. Eu sei que procuras alguém igual a mim: um guerreiro com alma de poeta, um escritor que treina sem pressa; um homem que a ama, que iria à guerra e morreria por ti. Num futuro, a minha vida será pela tua... Claro, se o destino parar de brincar assim. Russiann Poet  Ricardo Maia 

Um amor em mim, a Flôr de Liz

O destino e suas peças pregadas... Como um Grinch de Natal, ou talvez o Floki do inverno infernal, vivo a me questionar sobre o nosso amor; um amor que inventei por peças ilusórias do destino, ou uma orquestra oculta dos anjos para velar o nosso amor? Somos almas entrelaçadas que não trocam palavras, ou almas unidas por coincidências da vida que chamamos de destino? Trágico à alma é censurar o amor que surgiu num jardim e, por dois dias adiantado, foi dado de presente a mim: a Flor de Liz. Por fim, eu entendi que o amor e a escrita têm um sentido grafado em meu peito, com simbologia de letras. E sim... O nome do amor que foi feito para mim. Russiann Poet  Ricardo Maia 

Até onde eu iria por amor?

Até onde eu iria por amor? Aprendi, com a vida, que o amor é um lugar de espera, de paciência; um lugar onde o universo trabalha através de nossas ações. Trabalhos não vistos nunca são despercebidos pelo universo! Só que há um detalhe que ninguém explica sobre o amor: o amor traz força aos que necessitam. Você fechou a minha caixa de Pandora, espantou todos os males e me trouxe a paz. Em meio à chuva, tive medo de nunca mais vê-la. Por isso, guardarei o meu amor enquanto espero; trabalharei pelos sonhos que tive com você. Mas, se no final, você não estiver lá, o seu, nome em poesia, tatuarei, para que, em meus universos, eternamente, você seja a minha rainha, e eu, seu rei. Russiann poet Ricardo Maia 

Carta para uma Flôr

Se eu nunca ouvir a sua voz ou nunca sentir o calor de seu abraço; se, por um acaso, você, em minha frente, não aparecer; os universos que criei jamais desaparecerão. Você deu luz ao meu caminho, jamais será em vão tudo o que você trouxe ao meu coração! Deu-me forças para continuar, como fonte de energia vital, você espantou o mal; sem me tocar, você me curou... Isto que escrevo não é um poema, mas uma carta de amor, um manifesto de agradecimento àquela que, sem eu conhecer, tudo mudou!  Ricardo Maia  Russiann Poet 

Tatuado em mim

Há dias em que a inspiração foge, as letras se escondem em Jardim, hoje, eu estou assim. Palavras desconexas vêm para me falar que não sou digno de lhe amar, luto com o vazio em busca de seu nome em vão. Letras apagadas num quadro sujo de giz me fazem lembrar o porquê de ainda sorrir: o nome do meu amor está tatuado em mim. Russiann Poet  Ricardo Maia 

Como explicar para Deus?

Como explicar para Deus que eu a amo? Como explicar que infringi a lei por amor e criei um mundo para uma flor? Só Ele tem tal poder... O poder de criar os céus e a terra. Eu sei... Sou perverso? Por você, quis imitar a Deus, mas... Não havia universo em que eu não a amasse, não existiu um período da história em que você, lá, não estava! Nunca houve um cenário criado em que você sumia, você era uma divindade que me aquecia em noite fria! Como explicar aos meus que criei um amor que pedi para Deus? Como dizer que esse amor apareceu, mas não é meu? Russiann_poet  Ricardo Maia 

Em poesia

Eu a amei em poesia, amor como há muito tempo não se via, um amor puro, um amor com um toque de ousadia. Como numa brisa de mata fria à beira-mar, a música que me fascina é criada, nascida; a arte que dita todas as coisas em arte de mim. Ela é o caminho que me conduziu ao amor puro, amor belo, amor de jardim. Platão sentiria orgulho, sim, desta união: o encontro da música, dos versos  sim, os versos que não se escrevem em vão. Eu a amo em meu mundo, Lugar que construí para viver a ausência, viver solidão... Russiann Poet  Ricardo Maia 

Como pétala

Anjos me carregam pela estrada à noite fria, demônios ao derredor para me assombrar Vejo-me perdido em meio ao mundo Um homem com seus infernos, seus medos e anseios  Não a encontrar é o que me destrói por inteiro  Em desespero, olho o céu e, para Deus, faço uma oração!  O seu nome, como pétala duma flor, não sobe em vão Russiann poet Ricardo Maia 

Amor Vincit Bellum

Um dia que se faz em pensamentos, uma batalha árdua que se aliviam ao falar da alma, a dor duma guerra da vida se cura ao lembrar de ti. O universo e seus medos, encontros que mudam o rumo e a direção do tempo; o verbo do plural ao singular, a união de duas almas numa. Permuta de amor, cura de dor; força para proteger; sensibilidade de arte para acalmar. Russainn_poet Ricardo Maia 

Pintura em tela

A cada nota, um suspiro. A cada acorde, um sonhar . Sozinho, escrevi coisas que guardei para ti. O som que toca minh'alma exala este amor que não desaparecerá  Um encontro de almas duma pintura em tela, um olhar escrito em poesia por elas; o meu coração queimando em castiçal de vela, o amor voltando ao meu mundo como flor que nasce na terra. Russiann_poet Ricardo Maia 

Coisas que selei

Tudo que vivi, tudo que criei, tudo que vi num mundo irreal em que me destruí. Coisas que selei com a dor, laços que enterrei num abismo profundo onde, mesmo em oculto, atormenta-me a alma, mas se lembrar o que vivemos na eloquência da dor de minh'alma é tortura que me acalma; por que viver o mundo real se, dentro do que selei, você é rainha, eu sou rei?  Pois se eu acordar, o amor dirá que errei, e sim, eu saberei que errei... Russiann_poet Ricardo Maia 

Às vezes

Às vezes... Sim, às vezes, eu me pego pensando em você, sim, pensando em você. Hoje... Lembrei-me de seu sorriso inocente, de seu olhar, olhar cuja maldade passa longe, e o amor se esconde. Para sempre... Sim, para sempre, guardar-lhe-ei em meu coração, pois o meu amor não foi em vão, foi por proteção... Russiann_poet Ricardo Maia 

Carrossel de gelo

Um breve olhar, um sorriso... Então, por acaso, percebi que ainda não estava perdido; aquela vida sem direção achou um brilho, um brilho no escuro.  Ou aquele olhar, talvez, fosse um sonho profundo, mas, se fosse um sonho, para que acordar? Se, no meu despertar, você não estivesse lá? Das mãos às voltas de seus cabelos, eu não acreditava ser real... Vivo em carrossel de gelo, saí de lá perdido sem saber se era sonho ou mais do mesmo, se era vida me pregando mais uma peça, ou se era a vida me mostrando que você era a minha, a minha vida escrita nessa peça que chamou de vida! Russiann_poet Ricardo Maia 

Perpétuo

É domingo, a tristeza paira sobre a calma dum mar, mar do mundo que construí para esquecer as dores da alma, da falta que você me faz. Sou um mundo vazio; e um singelo dia é a máscara que cobre a dor do meu sorriso disfarçado em vão, sou perpétuo temporal vestido de chuva de verão.  Russiann_poet Ricardo Maia 

Se houvesse o amanhã.

Se houvesse o amanhã, talvez, eu acordaria deste sonho! Sonho que vivo em meio à densa realidade cruel em que vivemos. Acordar é necessário, mas prefiro morrer neste sonho do que entender a sua inexistência. Sem você aqui, não há como respirar, é um mundo sem ar. A poesia já não tem mais sentido, não tem rimas, não tem paixão, só escrevo em desespero, em vão!  Russiann_poet Ricardo Maia 

E se...

E se você aparecer?  E se o acaso acontecer? E se, aquela pergunta, você me fizer?  Acho que não terei respostas, nunca imaginei acordar do sonho em que a imaginei; versos, prosas e cartas a quem idealizei, mas não me preparei para encontrar! Subterfúgios da alma para um mundo vazio, mundo encantado para fugir da solidão em que acreditava viver! Acho que não saberei lidar, não saberei entender que o mundo sorriu para o poeta, poeta cujo nasceu para tecer a dor de lhe amar! Paráfrases da alma que voltam para o vazio de meu mar... Russiann_poet Nordic Writer 

O Amanhã

Se houvesse o amanhã, eu teria paz Se houvesse o amanhã, os dias seriam mais amenos Se houvesse o amanhã, meu papel teria se cumprido Você é o tempo que falta para chegar, um tempo que vislumbrei em dias sombrios; dias sombrios que dilaceraram a minh'alma! Se houvesse o amanhã, haveria você... Russiann_poet Ricardo Maia