Caos
Muitos dizem que o conhecimento liberta;
às vezes, prende-nos no caos...
Isso não é uma crônica, um poema ou uma carta,
apenas um desabafo perdido
em meio ao mundo de conexões e acasos.
Perdoe-me por trazê-la ao meu caos.
Mais uma vez, eu peço a Deus que a tire de meu coração,
que retraia a minha imaginação,
pois isso não é dom, é maldição!
A cada assoprar do vento,
o meu caos transforma tudo num escape para a dor.
Vivo em mundos onde o amor vive
em sua dualidade fria,
às vezes, sombria.
Não posso permitir que isso tudo a torture,
que meu caos a abrace de forma rude.
O meu amor é a máscara da dor,
vivo em solidão como se fosse a mão à asfixia,
você é o ar que traz vida,
luz que apaga a noite sombria.
Você foi o delírio duma alma que vaga e ninguém vê,
Eu sou o vulto que escreve para ninguém ler...
Ricardo Maia
Russiann Poet
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