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Mostrando postagens de junho, 2026

Pluralidade

Um vislumbre em mármore de Carrara; obra cética de Nietzsche, feita memória. O escárnio lúdico da obra celestial insufla vida à arte do pobre poeta. Guardo um significado esdrúxulo num museu que reverencia a tua altivez. Sou um poeta singular, conformado à tua pluralidade e à tua rispidez.

Tudo que criei por você

Tudo que criei por você. Você que, em viagem rasa, vaga em meus pensamentos. Destino cruel, que me leva a confabular, em delírio, um amor inexistente e que caminha com as minhas dores nesta ilusão. Traços nítidos de realidades criadas por uma força maior. Força que me fez acreditar que era você a pessoa a qual criou um destino para o fim da escuridão em que mergulhei. Deu-me propósito dentro duma ilusão. Um propósito motivado por você que não existe num mundo real. Destino criado por mim, por minha arte, pelo mundo que construí por você...