Lince negro
Um lince negro,
que caça com vigor,
vem me consolar.
A noite fria,
que aquece o meu coração,
é o último recurso
para me fazer caminhar.
A minha visão é turva,
nuvens cobrem o meu sonhar,
no limiar da felicidade
não há mais clareza,
a poesia já não é mais a mesma.
Jamais imaginaria
que acordar de meus mundos
seria tão cruel.
Cruel comigo
Cruel com a poesia
Cruel com o lúdico a inventar
Sozinho,
escrevi coisas que guardei para ti;
sem a tua presença
vivi,
caminhei até aqui.
Se me encontrares por aí,
ou ouvires o meu nome por lá,
saiba que, por ti,
lutei
e venci...
Ricardo Maia
Russiann Poet
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