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Mostrando postagens de janeiro, 2022

Sem lar

De todas as poesias que eu escrevi, nenhuma delas se comparam a ti. Mesmo que eu não saiba quem és e ainda sem saber a beleza de tua face, eu não consigo superar, em palavras, a falta que tu me fazes. Os dias são árduos, as noites, sombrias; de dia, eu procuro não pensar; à noite, minha alma tortura-se a chorar. Eu já não sei o que escrevo, pois a angústia de solidão é o que tenho para respirar ao invés de ar. A falta de ti faz a minh'alma, uma triste canção, sussurrar. Sou um torturado escritor sem paz, sem lar. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Deságuo

Com a escrita, eu supro o vazio de ti; deságuo no mar de solidão protegido por meus sonhos que são movidos pelos planos que fiz. Se tu soubesses a falta que me faz, mostrar-te-ias a mim, aparecerias à vida que sonho para nós. Dói-me não saber se aparecerás, se mostrarás a tua face; dói-me não mais acreditar que tu possas vir. Por isso tudo, eu continuo a escrever, tecer ao amor, peço a Deus para que nada mais me tire a dor, a não ser que seja os meus discursos escritos de sofrido amor, sofrido por ausência da flor, pois, sem ela, o meu jardim entra no deserto mar por não existir o amar. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Confidentes

Fatos perdidos em solidão, vivências ocultas em devassidão; monólogos estendidos ao vazio, diálogo profundo de, ao ermo, imersão. Existem momentos em que a sua falta é intrínseca à base de meu coração; há momentos em que o vazio corrompe o que me acalma, aquele sentimento bom de esperar a minha gêmea alma. Contudo, no há de palavras, nossas almas se entendem; pois, desde o fundamento, elas já eram confidentes. Enamoravam-se ardentemente. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Alchemist