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Mostrando postagens de abril, 2022

Brisa no olhar

Eu desejava o dom do falar, o dom do nobre discurso; quem sabe o de cantar? Esse dom mágico facilitaria expressar o meu amor, o que sinto, o que sonho. Sou um rude homem a amar sem, o amor, com a voz, direcionar, à amada; a que é tão sonhada. Ser um homem rústico de fala rude tornou-me um escritor, escritor de palavras que traduzem o amor, amor que sinto por ela; a moça que traz a brisa no olhar para transformar a minha vida em aquarela. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Uma canção de dor

Eu não me julgo poeta, julgo-me um escritor; descrevo o amor em códigos escritos, em sintagmas de dor. O poeta ama em secreto, faz do texto um metaverso. Então, por isso tudo, acho que sou poeta; contudo fujo dessa caracterização, não posso passar por aí sofrendo em vão; sofrer sem ter o verdadeiro amor em meu coração. Condenado a sofrer, da paixão, a dor; submisso a escrever, do amor, o rancor. Entendi que, como escritor, trago a tristeza de não viver uma verdadeira paixão; e, como poeta, transformo a dor numa ilusória canção, uma canção onde não há amor, uma canção sem a alegria da flor. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer