Orée

Percorri a literatura
para lhe definir,
reli obras de poetas atemporais
para entender,
mas a minha jornada foi em vão.

Em sonhos,
percorri mundos
para decifrar códigos
e fatores
que me ligam a você.

Na batalha da vida,
descobri que:
você é fonte de vida à minha imaginação,
força longínqua não presente que,
de tão forte,
ilumina o meu caminho.

Como um cervo da floresta negra,
protege-me da vida real,
amando-me em meus mundos,
guiando-me na vida real
em meio a caminhos obscuros...

Você é o limite
entre o lúdico e o pragmático,
que traz-me lucidez.

O destino,
em noite de neblina,
buscou dos antigos
e sussurrou com a delicadeza de uma flor
que, para mim,
o seu nome é “Orée”.

Do francês antigo:
o Lumiar,
a borda,
o começo da floresta;
da realidade:
o início do sonho que se torna real.
Ricardo Maia 
Russiann poet

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