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Sem lar

De todas as poesias que eu escrevi, nenhuma delas se comparam a ti. Mesmo que eu não saiba quem és e ainda sem saber a beleza de tua face, eu não consigo superar, em palavras, a falta que tu me fazes. Os dias são árduos, as noites, sombrias; de dia, eu procuro não pensar; à noite, minha alma tortura-se a chorar. Eu já não sei o que escrevo, pois a angústia de solidão é o que tenho para respirar ao invés de ar. A falta de ti faz a minh'alma, uma triste canção, sussurrar. Sou um torturado escritor sem paz, sem lar. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Deságuo

Com a escrita, eu supro o vazio de ti; deságuo no mar de solidão protegido por meus sonhos que são movidos pelos planos que fiz. Se tu soubesses a falta que me faz, mostrar-te-ias a mim, aparecerias à vida que sonho para nós. Dói-me não saber se aparecerás, se mostrarás a tua face; dói-me não mais acreditar que tu possas vir. Por isso tudo, eu continuo a escrever, tecer ao amor, peço a Deus para que nada mais me tire a dor, a não ser que seja os meus discursos escritos de sofrido amor, sofrido por ausência da flor, pois, sem ela, o meu jardim entra no deserto mar por não existir o amar. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Confidentes

Fatos perdidos em solidão, vivências ocultas em devassidão; monólogos estendidos ao vazio, diálogo profundo de, ao ermo, imersão. Existem momentos em que a sua falta é intrínseca à base de meu coração; há momentos em que o vazio corrompe o que me acalma, aquele sentimento bom de esperar a minha gêmea alma. Contudo, no há de palavras, nossas almas se entendem; pois, desde o fundamento, elas já eram confidentes. Enamoravam-se ardentemente. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Alchemist 

Sorriso amargo

Se fui algo de bom, eu não sei; fui um papel de poesia ao vento, talvez! Entre o querer fazer bem, fui pago cuma nota que, valor, não tem! Deveras, o amor que, de mim, saiu, bater no gelo que em você é sutil; pois, de seu sorriso meigo, amargo e primaveril, saiu uma flecha de carência que me feriu! Rustic writer Russiann_poet The Nordic Alchemist 

Falta de giz

Eu já não sei o porquê escrevo, já não sei porquê tento tercer ao vento; o há que me faz sonhar parece que nunca existiu, ilusão que surgiu dum céu de teto  azul anil; eu, então, entendo que, o meu clamor, ela nunca ouviu. A luta diária pela sobrevivência cansa por não ter o que buscar para sonhar! A falta de quem jamais se viu limita tudo que possa surgir em versos simples de amor, o que dirá os mais complexos de dor, aquele que tem  sentimento sem cor. Abajur quebrado à clareza de ser feliz, tristeza em escultura coberta de verniz; versos apagados por falta de giz. Ricardo Maia  Russiann_poet 

Arbustos

 Arbustos incolores que fogem da cor; minh'alma escarnece o quê o amor levou.  Almas doloridas que fogem do amor; minha vida neste mundo há de encontrar o que deixou, essência de cor.  Um caminhar perdido que trilhou a dor; âncora de deserto que jamais encontrou o mar, e, nele, nunca mergulhará.  Estrela caída distante do lar; flagelada estrela dum mar que nunca, o canto da sereia, escutará. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Alchemist 

Longe da dor

Eu queria lhe trazer para meu mundo, um mundo que criei para sonhar; um mundo que denominei como "O jardim dos sonhos", um mundo onde iríamos viajar. Lá, você não sentiria mais a dor da escuridão de um vazio mar; lá, você seria flor; lá, eu a protegeria do horror, nós escreveríamos a nossa história longe deste mundo de rancor. Em meu refúgio de escritor, eu, por você, não escreveria sobre a dor que me atormenta por distância dum amor; amor que é você, minha mais linda flor! Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Alchemist