Deságuo
Com a escrita, eu supro o vazio de ti; deságuo no mar de solidão protegido por meus sonhos que são movidos pelos planos que fiz. Se tu soubesses a falta que me faz, mostrar-te-ias a mim, aparecerias à vida que sonho para nós. Dói-me não saber se aparecerás, se mostrarás a tua face; dói-me não mais acreditar que tu possas vir. Por isso tudo, eu continuo a escrever, tecer ao amor, peço a Deus para que nada mais me tire a dor, a não ser que seja os meus discursos escritos de sofrido amor, sofrido por ausência da flor, pois, sem ela, o meu jardim entra no deserto mar por não existir o amar.
Rustic writer
Russiann_poet
The Nordic Writer
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