Falta de giz

Eu já não sei o porquê escrevo, já não sei porquê tento tercer ao vento; o há que me faz sonhar parece que nunca existiu, ilusão que surgiu dum céu de teto azul anil; eu, então, entendo que, o meu clamor, ela nunca ouviu. A luta diária pela sobrevivência cansa por não ter o que buscar para sonhar! A falta de quem jamais se viu limita tudo que possa surgir em versos simples de amor, o que dirá os mais complexos de dor, aquele que tem sentimento sem cor. Abajur quebrado à clareza de ser feliz, tristeza em escultura coberta de verniz; versos apagados por falta de giz.
Ricardo Maia 
Russiann_poet 

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