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Dor escrita

Se eu pedisse a Deus que te tirasse de meu coração, a poesia jamais me daria perdão; tu és o motivo de meus versos, talvez... uma canção. Se eu tivesse o dom de atrair o teu olhar, um sorriso em particular, eu seria um poeta displicente, isso não combina com a gente; em versos e prosas, eu descrevo o amor que não é visto por ti.  Eu sou um poeta que vê o teu desprezo como giz, grafite, afins; destruo-me pela escrita, pela alma ferida que se transforma em tinta, tinta para dor escrita. Russiann_poet Nordic Writer 

Contornos bobos

Um pensamento ao amanhecer, minha alma tende a se deleitar em dizer. Dias se passam, noites em sonhos, valsa; pensamentos únicos que se vão em palavras imaginárias por medo de ir "à" sua vida, mas o amor gramático diz que é "para", para sua vida... A escrita volta a ter contornos bobos, seria eu um tolo por acreditar neste amor de novo? Das cartas, dos eternos textos em prosa, crônicas e trovas... Sou um escritor adormecido por um amor esquecido, vivo em deserto de escuridão, às vezes, as letras vem às minhas mãos. Russiann_poet Nordic Writer 

O fogo, o espelho e o poder

Se, de todas as realidades que já vivi, eu tivesse o poder, viveria em seu mundo para não mais a minha alma à solidão transcender  Nossos mundos se completam, de faces mil, nossas vidas se entregam O espelho transparente que nos separa mostra o como somos iguais, almas devassas sedentas de caos reais  O fogo do interno que exacerbada a loucura da paixão se trava em meio ao chão Se eu tivesse o poder, pediria minha eternidade com você Nordic Writer Russiann_poet

Bilhetes, o início da conquista!

Seus cabelos me remetem ao mar dos redemoinhos de amor, seu rosto de expressões fortes são a face da sedução que me hipnotiza, seus seios são como o cálice do amor em que eu quero me embebedar; suas curvas, seu corpo são o meu deleite de paz, paz a qual eu busco incessantemente! Não deixe isso morrer, a nossa história já estava escrita no livro dos amores belos, puros e singelos! Russiann_poet Nordic Writer 

Fim do túnel

Se eu soubesse encontrar Se eu pudesse dizer A minha vida não haveria de ser De tantos escolhidos em vão  Eu nasci para vagar em solidão  Vago à luz imaginária do fim de meu túnel  O silêncio, escolhi aqui Não há o porquê de dizer e sorrir Dizer que a amo, amo sim Mas, no fim do túnel, eu não a vi Que Deus tenha piedade de mim Russiann_poet Nordic Writer 

Não viver o amor

Tentei não escrever, o sofrimento ali era a dor que a minha alma jamais sentiu; meus pensamentos se perderam, uma mente perdida em turbilhões de vazios sem sentido, sentidos criados por minha loucura poética da sina que me mata por dentro. A sina que Deus me deu, o viver para escrever esta dor que não sai de meu coração; desde sempre, desde pequeno sou errante ao propício amor, eu nasci para escrever a dor, nasci para não viver o amor. Russiann_poet  Nordic Writer 

2° ato/ cena 1: o olhar e a escuridão

Quando o sorriso se apaga, o olhar não se faz mais luar, o poeta degrada-se em reflexões à vida; o desprezo dela flui como o fel que transcende do corpo à alma. Num ato de reflexão, ele pergunta a si mesmo: "por que o meu coração é dela?" Pensa em voz alta o poeta cum amor em demasia do vento à flor que, de tão frágil, o despedaça por inteiro. Tentando se recompor, seguir a vida, ele se levanta, lava o rosto; quando ele está prestes a caminhar, o poeta se depara com aquela que o olha com desprezo pelo que ele é. Então, numa última tentativa pelo amor, ele pergunta: "O que eu sou para ti?" Ela, em silêncio, apenas o olha, o seu olhar de desprezo escancarado joga o poeta ao roll de homens que jamais terão o seu amor. Então, sozinho num mundo de escuridão que provém do desprezo, o escritor entra num mundo o qual não há luz por não refletir o brilho dos olhos dela. Russiann_poet Nordic Writer