2° ato/ cena 1: o olhar e a escuridão
Quando o sorriso se apaga, o olhar não se faz mais luar, o poeta degrada-se em reflexões à vida; o desprezo dela flui como o fel que transcende do corpo à alma.
Num ato de reflexão, ele pergunta a si mesmo: "por que o meu coração é dela?" Pensa em voz alta o poeta cum amor em demasia do vento à flor que, de tão frágil, o despedaça por inteiro.
Tentando se recompor, seguir a vida, ele se levanta, lava o rosto; quando ele está prestes a caminhar, o poeta se depara com aquela que o olha com desprezo pelo que ele é.
Então, numa última tentativa pelo amor, ele pergunta: "O que eu sou para ti?"
Ela, em silêncio, apenas o olha, o seu olhar de desprezo escancarado joga o poeta ao roll de homens que jamais terão o seu amor.
Então, sozinho num mundo de escuridão que provém do desprezo, o escritor entra num mundo o qual não há luz por não refletir o brilho dos olhos dela.
Russiann_poet
Nordic Writer
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