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Não viver o amor

Tentei não escrever, o sofrimento ali era a dor que a minha alma jamais sentiu; meus pensamentos se perderam, uma mente perdida em turbilhões de vazios sem sentido, sentidos criados por minha loucura poética da sina que me mata por dentro. A sina que Deus me deu, o viver para escrever esta dor que não sai de meu coração; desde sempre, desde pequeno sou errante ao propício amor, eu nasci para escrever a dor, nasci para não viver o amor. Russiann_poet  Nordic Writer 

2° ato/ cena 1: o olhar e a escuridão

Quando o sorriso se apaga, o olhar não se faz mais luar, o poeta degrada-se em reflexões à vida; o desprezo dela flui como o fel que transcende do corpo à alma. Num ato de reflexão, ele pergunta a si mesmo: "por que o meu coração é dela?" Pensa em voz alta o poeta cum amor em demasia do vento à flor que, de tão frágil, o despedaça por inteiro. Tentando se recompor, seguir a vida, ele se levanta, lava o rosto; quando ele está prestes a caminhar, o poeta se depara com aquela que o olha com desprezo pelo que ele é. Então, numa última tentativa pelo amor, ele pergunta: "O que eu sou para ti?" Ela, em silêncio, apenas o olha, o seu olhar de desprezo escancarado joga o poeta ao roll de homens que jamais terão o seu amor. Então, sozinho num mundo de escuridão que provém do desprezo, o escritor entra num mundo o qual não há luz por não refletir o brilho dos olhos dela. Russiann_poet Nordic Writer 

1° Ato/ cena 4: A Arte e a Guerra

Em sua dicotomia existencial, o poeta vaga por mundos de ilusões; dentro de si há uma luta entre a Arte e a Guerra.  A Arte é o seu mundo de sonhos e devaneios àquela que o leva à dor. "Não desapareça de meus mundos!" Grita o poeta com a voz embargada por um choro que desfalece a sua face e sepulcra a alma. O silêncio existencial que ela remete o faz sentir a face da intrínseca dor na alma. A Guerra é o seu mundo real, a luta diária para tirá-la de seus pensamentos, de seu olhar, de seu coração. "Evite-me, por favor?" Pensa o poeta com seus olhos cheios de lágrimas por tentar entender que a vida, às vezes, não se faz arte, e a dor é o caminho a se seguir, um caminho que só tem vida em seus escritos. Russiann_poet Nordic Writer 

1°ato/ cena 3: O mar bravio e o olhar

O poeta admira a beleza, encanta-se com a dor; em escritos, descreve o que ninguém consegue enxergar. "Por que não me escuta?" Grita o poeta em noite escura sem nenhuma estrela nos céus. Céus de seus mundos por onde vaga sem encontrá-la; a sua face reflete o breu do céu negro e um vazio como o olhar dela. Ao amanhecer, sol escaldante queima a sua pele no momento em que ele senta à beira do mar, o mar bravio é antagonista do céu azul que, sem nuvem, está reluzente e límpido.  O seu olhar pautado, o olhar do poeta, enxerga o que ninguém consegue admirar; ele vê beleza em detalhes singulares, por esse motivo, ele admira o mar bravio e, e ntão, lembra-se do olhar dela! "Mostre-me mais uma vez o seu olhar!" Implora o poeta àquela do olhar bravio com chamas de fogo. O brilho do seu olhar desenhado em formato amendoado atravessa o coração do poeta como uma flecha. Flecha de desprezo pelo seu amor. Russiann_poet Nordic Writer 

1° ato/ cena 2: o sentido da vida do poeta

O poeta vive, por causa do amor, em noites escuras.   Ele vive em direção à solidão por dores suas. Perguntaram ao poeta: — que é a vida?" Então, o poeta respondeu:  — "a vida é a arte que caminha com a dor, ilude-se com o amor e entristece o escritor!" A poesia precisa do amor, mas ela vive da dor. "Dê-me motivos para chorar!"  Grita o poeta sem inspiração à arte criar, sem escritos de martírio ao, na devassidão, deserto mar. Russiann_poet Nordic Writer 

1° ato/ cena 1: o poeta e o desprezo!

Um poeta e a dor andam juntos por onde for; escritos de amor em dor que desaguam para o fervor. Um rio de lágrimas que escorre ao mar por ela não o notar. "O que seria de mim sem o seu desprezo?" disse o poeta com olhar fúlgido em degradê para escuridão. Suas vestes molhadas pelo mar de insignificância ao olhar dela são apetrechos para arte em dor.  "Um salve ao descaso dela!" Sussurrou o poeta com sorriso apático por não entrar no coração da donzela. Seu andar calejado por correr ao ermo sem encontrar uma entrada são as linhas da poesia àquela que ele, sem entender, chorou; pela arte, ele a amou. Russiann_poet Nordic Writer 

Protagonistas

O Sorriso, o Vento, o Tempo Três protagonistas daquele tenso momento Minha alma exalava servidão; Sorriso que me deixa em contramão O vento, em simbologia, assemelha-se aos redemoinhos dos cabelos que abrem as portas para luz entrar em terras sombrias; o meu corpo e alma, a ela, entregaria  O Tempo é ilusão, aurora que anuncia o que jamais irá acontecer; findo-me em textos de dor, porque amor... O sorriso iludiu, o vento arrebatou, arrebatou o que muitos tempos não trarão; eu amei em vão. Russiann_poet Nordic Writer