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Brisa no olhar

Eu desejava o dom do falar, o dom do nobre discurso; quem sabe o de cantar? Esse dom mágico facilitaria expressar o meu amor, o que sinto, o que sonho. Sou um rude homem a amar sem, o amor, com a voz, direcionar, à amada; a que é tão sonhada. Ser um homem rústico de fala rude tornou-me um escritor, escritor de palavras que traduzem o amor, amor que sinto por ela; a moça que traz a brisa no olhar para transformar a minha vida em aquarela. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Uma canção de dor

Eu não me julgo poeta, julgo-me um escritor; descrevo o amor em códigos escritos, em sintagmas de dor. O poeta ama em secreto, faz do texto um metaverso. Então, por isso tudo, acho que sou poeta; contudo fujo dessa caracterização, não posso passar por aí sofrendo em vão; sofrer sem ter o verdadeiro amor em meu coração. Condenado a sofrer, da paixão, a dor; submisso a escrever, do amor, o rancor. Entendi que, como escritor, trago a tristeza de não viver uma verdadeira paixão; e, como poeta, transformo a dor numa ilusória canção, uma canção onde não há amor, uma canção sem a alegria da flor. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Jardim escasso

Dos sonhos que guardei, o mais belo foi o dela; dos suspiros de minh'alma, os mais intensos foram por ela. Eu sonhei, vivi; viajei num mundo imaginário em meu coração; coração não visto, não sentido, não conhecido por quem interpretou o filme mais belo e singelo de todas as histórias de amor. Sou apenas um escritor de sonhos que está predestinado a pôr, em palavras escritas, tudo que vivi em meu deserto jardim da alma que é escasso de flor, um jardim ignorado pelo amor. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Quimera

Os dias se passam, tê-la fica, a cada dia, distante; eu tento entender que, torna-me menos que mortal, a distância entre a sua majestade e a minha vida de solidão sombria. Sou um simples escritor a sonhar com a quimera de minha vida, a mulher que não se aplica à minha existência meio vivida. Mulher que, por ser dona de tudo que é belo; remete-se à nobreza que me faz servo, nobreza a qual os deuses se renderam. Renderam-se, pois, perante à sua presença, tornaram-se mortais; e eu, que ninguém sou, estou distante dos tais. Então, dentro de seu deserto, eu me entrego; em seu, de Isis, olhar, eu tento não me afundar. Está difícil de, meu coração, não se despedaçar. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Deusa do deserto

Eu não sei do amanhã, mas, do hoje, eu sei que a venero; venero a sua beleza, o seu sorriso, seu olhar! Como uma deusa do Saara, o deserto, fascina-me; e, se, um romance, eu fosse escrever, você seria a deusa a qual eu não poderia tocar; deusa do, de areia, mar. Sinto-me incapaz de, por sua majestade, em seu corpo, mergulhar. Deusa do Saara deserto, de areia, mar. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

O seu olhar

Mesmo que não haja o momento perfeito, mesmo sem o há dum encontrar, você sempre estará guardada numa oração. Os momentos de cunho vazio são testemunhas deste amor que me ignora. Hoje, eu a vi num olhar, num sorriso particular. A magia das Letras poderiam se encaixar. Uma relação sintática, uma conexão de sentidos que poderia se estabelecer entre nós dois. O sentido de nossa frase, uma oração verbal em nossa relação, um período coeso que veio por aquele olhar; depois de muito tempo, eu voltei a acreditar que você poderia chegar. Tudo isso por aqueles olhos que me fizeram sair, por um instante, de meu deserto mar.  Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer 

Vazio

O não entender me fascina, joga-me em sua pluralidade sombria; o pouco falar demonstra uma subjetividade verbal que faz o meu entendimento vagar; entendimento que me arrasta ao seu vazio mar de palavras vivas por seu enigmático olhar; e sorrisos que, talvez, sejam o chamado dum excludente de, em você, estar. Rustic writer  Russiann_poet  The Nordic Writer