A chave

 Mesmo sem querer, a chave caiu em minhas mãos; mesmo sem saber, você abriu o jardim em vão.
 Jardim extinto, seco mar profundo de dor, lugar árido que se não vive, seja quem for.
 A cruel ilusão dum sonho morto, antes mesmo de nascer, faz um sorriso aparecer, sonhos que nascem mortos fazem o poeta reescrever o amor que já não havia em meu ser. 
 Muros de castelos impenetráveis, mares impossíveis de se atravessar, vivo a caminhar por estradas inexistentes da dicotomia de dor, amor. 
Russiann_poet
Nordic Writer 

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