De minhas águas

 Hoje, o silêncio fez parte da rotina, um silêncio por não ouvir a sua voz; voz que, talvez, jamais escutarei. Sinto-me preso a esta loucura de amá-la, loucura que é intrínseca à minh'alma. Percebi-me sozinho e preso em você. Eu a via em vultos de almas perdidas, almas que não eram as minhas; almas que, por mim, passaram, não ficaram, elas apenas, a incerteza, deixaram. Vivo a caminhar sem saber o que pensar; não sei o que esperar, a sua vinda é incerta, o seu rosto nunca vi a léguas, contudo não consigo tirar você de minhas águas, de meus pensamentos, de meu coração, da minh'alma. 
Rustic writer 
Russiann_poet 
The Nordic Writer 

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